Critérios de avaliação da redação do Enem


Critérios de avaliação da redação do Enem: para quem quer conseguir um ótimo resultado no Enem, se sair bem na redação é obrigatório.

Muitos candidatos acham que a melhor saída para se dar bem na prova é acertar o tema, ou seja, já ter produzido uma redação do tema ali proposto, porém, não é essa a principal ferramenta que permitirá a produção de um bom texto.

Estar preparado de verdade é ter condições e habilidades de produzir um texto independentemente do tema proposto pela banca avaliadora.

Para produzir um bom texto, o aluno precisa, antes de tudo, entender quais são os mecanismos de avaliação da instituição. Só assim ele saberá o que a banca espera que seja produzido. Portanto, para elaborar uma boa redação, é crucial entender os critérios de avaliação.

Competência I – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa

O uso da língua, tanto na fala quanto na escrita, variará de acordo com as condições de produção: roda de amigos, sala de aula, reunião de trabalho, entrevista de emprego, apresentação de programa de TV etc.

Essa adequação caberá ao falante, pois é ele que determinará as possibilidades da língua que estarão mais adequadas dentro de determinado contexto.

Encontramos aqui, então, o problema mais comum nas redações de jovens do ensino médio: adequação da linguagem.

A confusão entre a modalidade oral/informal e a modalidade formal. A língua escrita tem uma desvantagem em relação à língua falada: ela não dispõe de recursos como expressões faciais, entonação, gestos, o que enriquece a língua oral. Por isso, ao escrever, precisamos responder às exigências da língua escrita, pois o nosso interlocutor está distante e precisamos garantir a compreensão.

Competência III – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Organização é um aspecto que deve ser prioridade ao produzir uma redação no Enem. Para que isso seja alcançado, é necessário que as informações, opiniões e argumentos selecionados por você estejam em sintonia, ou seja, aquilo que foi observado por você e mereceu lugar em seu texto deve: relacionar-se com as outras ideias, estar nos parágrafos adequados do texto e ter sido interpretado por você. Além disso, tudo isso deve ser feito com um único propósito: defender um ponto de vista.

Percebam que toda a organização do texto se dará pelo ponto de vista. Logo, uma dica para que você produza uma redação que apresente claramente um projeto de texto é: tenha sua opinião delineada assim que você terminar a leitura dos textos motivadores.

Competência IV – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Para que um texto seja produzido de forma satisfatória, é necessário que as ideias estejam articuladas. Sabe o que isso significa na prática? A articulação de um texto pode ser construída por meio de vários recursos, os quais são denominados de “recursos coesivos”. Alguns dos exemplos mais comuns são os conectores:

Além desses conectivos textuais, as marcas de gênero, os pronomes pessoais e os tempos verbais funcionam também como elos coesivos. Cada um desses elementos são responsáveis por concatenar ideias, ligar aspectos do texto, ou seja, tornam possível a progressão textual.

Competência V – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A quinta competência, assim como já citado no início do texto, é o critério que indica a obrigação da existência de ações que possam solucionar os problemas discutidos ao longo do texto. Essas intervenções precisam, antes de tudo, respeitar os direitos humanos, que são diretrizes de elaboração de toda a prova do Exame Nacional do Ensino Médio.

Ações governamentais, iniciativas privadas, organizações sociais são áreas bastante exploradas pelos candidatos para a elaboração de ações de intervenção.

Fonte: portugues.uol.com.br