Como lidar com crianças superdotadas?

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É natural que os pais fantasiem ter filhos com super-habilidades, que facilitasse seus caminhos pela vida, seja na capacidade de entender conceitos matemáticos que não são próprios de sua idade, aprender a ler quase sem ajuda de ninguém ou, ainda, a rapidez com que se aprende a tocar um instrumento musical ou a desenhar com destreza maior do que seria esperado em sua idade.

Mas quando isso realmente acontece, muitos não sabem como lidar. Afinal, a característica pode causar estranhamento.

“Pais de crianças superdotadas relatam que o convívio na escola às vezes provoca irritação e inveja nos colegas. Sem falar nos pais dos outros alunos, que podem achar que a família da criança superdotada é arrogante ou que a estimula em excesso”, explica o psicólogo escolar Adriano Gosuen, especializado em saúde mental e direitos humanos pela Organização Mundial de Saúde e consultor do Ético Sistema de Ensino.

Como é uma criança superdotada?

Não há números precisos, mas estima-se que cerca de 3% das crianças, em todas as classes sociais, apresentam o que é chamado de “altas habilidades”.

De acordo com o especialista, essas crianças podem se entediar facilmente com as rotinas escolares, chegando a apresentar comportamento inadequado em sala. Também há a possibilidade de que ela venha a usar sua alta habilidade para atacar e humilhar os colegas.

Por tudo isso, a escola precisa ter um cuidado especial com os estudantes com superdotação. “A primeira tarefa é observar continuamente o desenvolvimento das crianças.

Não é incomum que algumas apresentem interesse mais focado em uma ou outra área da vida, desproporcional em relação às outras crianças, tais como aprender palavras novas ou conhecer mais sobre os bichos. Devido à sua motivação, elas irão, consequentemente, apresentar maior desempenho nestas áreas”, afirma.

O desafio é saber como diferenciar a criança que tem altas habilidades da que tem apenas grande interesse por um tema.

“O uso de testes pode indicar certas competências, mas eles não devem ser vistos como diagnóstico taxativo. A principal avaliação se baseia em registros comparativos de desempenho da criança em relação às outras de sua idade. Quase sempre aquela muito habilidosa tem um desenvolvimento geral relativamente próximo das demais crianças, destoando fortemente em uma área específica”, explica.

Para os pais, o especialista dá duas dicas: colocá-las para frequentar a escola regular, a fim de desenvolver as habilidades na qual sua competência é apenas mediana, e estimulá-la a realizar atividades complementares instigantes e desafiadoras em sua área de alta competência, como cursos de línguas ou de artes plásticas e treinamento esportivo.

“Por ser diferente, a criança com alta habilidade pode vir a sofrer. Então, mais do que ter um diagnóstico conclusivo, o importante é que os que estão ao seu redor cuidem do bem-estar dela”, finaliza.

 

Fonte: www.vix.com

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