Passou o Enem, e agora? O que fazer?


Depois que passa o Enem vem aquela mistura de alívio e ansiedade.

O alívio acontece porque finalmente o candidato concluiu a maratona mais esperada do ano, com 180 questões objetivas e redação em um único fim de semana.

A ansiedade logo bate à porta porque ninguém sabe, exatamente, se vai tirar uma boa nota no Exame e cumprir os objetivos esperados. Entre o fim das provas e a divulgação dos resultados são quase dois meses de espera, unhas roídas e noites mal dormidas.

Desencane de tentar calcular a nota do Enem

O modelo que o MEC usa para correção das provas do Enem, chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI), torna impossível descobrir a nota fazendo aquele cálculo simples, pelo somatório de acertos.

A TRI leva em conta o desempenho dos outros candidatos em relação a cada questão, analisa a coerência de cada um, identifica chutes, etc.

Fora que todo ano é uma surpresa – as notas máximas e mínimas variam a cada edição.

Na prática, não há muito o que fazer depois do Enem. O jeito é aguardar até a data de divulgação dos resultados, normalmente entre o final de dezembro e o começo de janeiro. São quase dois meses de espera mesmo, não tem jeito.

Quando sair o resultado, o aluno terá acesso ao boletim de desempenho individual, que traz as notas de cada uma das quatro provas objetivas e da redação.

Com esse boletim de desempenho em mãos, dá para tentar descolar vaga na universidade dos seus sonhos, obter bolsas de estudos, financiamentos e muitos outros benefícios.

É hora de começar a maratona de processos seletivos que usam a nota do Exame. Conheça os principais a seguir!

Prepare-se para o Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) usa a nota do Enem para classificar candidatos a vagas em universidades públicas por todo o Brasil. É o primeiro processo seletivo em que você poderá se inscrever logo após a divulgação dos resultados do Exame.

Lá tem oportunidades em tudo quanto é curso: Medicina, Direito, Odontologia, Engenharia, Veterinária, Artes, Comunicação, Biologia, etc.

Para se inscrever no Sisu basta ter tirado nota maior que zero na redação do Enem mais recente. Mas não pense que é fácil: a concorrência é altíssima. Em cursos mais procurados, só leva a vaga quem tem notas acima de 800 pontos!

O Sisu abre inscrições no mês de janeiro. Também há uma segunda edição, menor, no segundo semestre.

Prepare-se para o ProUni

O Programa Universidade para Todos (ProUni) é para quem quer estudar em universidade privada com bolsa de estudos. O Governo pode pagar o benefício integralmente ou parcialmente (metade do valor). O ProUni começa logo depois do Sisu e é exclusivo para candidatos que atendam aos critérios de formação e renda estabelecidos pelo Ministério da Educação.

A nota mínima para participar é de 450 pontos na média das provas e acima de zero na redação do Enem mais recente.

O ProUni também é bem concorrido. Cursos como Medicina e Direito podem exigir notas acima de 700 pontos! O processo seletivo acontece duas vezes por ano, no primeiro e no segundo semestre.

Prepare-se para o FIES

Se não rolou vaga no Sisu e no ProUni, quem sabe você pode tentar o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).

Bancado pelo Governo Federal, o FIES ajuda o estudante a pagar a faculdade e tem uma série de vantagens em comparação com as opções de crédito universitário privado. A taxa de juros é inferior às praticadas no mercado e a dívida só começa a ser quitada depois da formatura, por exemplo.

As inscrições abrem logo após a divulgação dos resultados do ProUni – normalmente entre o final de janeiro e o começo de fevereiro. Para participar é preciso atender aos requisitos de renda familiar exigidos pelo MEC e ter feito qualquer Enem a partir de 2010. O desempenho mínimo é de 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação.

 

 

Fonte: www.mundovestibular.com.br