Saiba mais sobre a febre do momento: o spinner

Saiba mais sobre a febre do momento: o spinner. conheça as verdades e mentiras que estão por trás do brinquedo que todos querem

Verdade: é o brinquedo do momento

Os spinners podem ser comprados em qualquer lojinha de bairro e em grandes lojas de departamentos, onde começam a se esgotar. Em plataformas de venda online, como Amazon ou AliExpress, o aumento das vendas desse brinquedo é espetacular.  “Somente na primeira semana de maio as vendas de spinners na Espanha se multiplicaram por quatro em relação ao mês de fevereiro.”, informam na Amazon Espanha.

Mas, a que se deve tanto furor? O neuropsicólogo Álvaro Bilbao arranjou um para tentar entender o fenômeno: “Acho que é divertido porque não para de se mexer e o barulho que faz é bastante hipnótico. No final você fica preocupado em ver quando vai parar de girar”.

Mentira: há estudos que endossam sua eficácia

Muitos dos sites que o colocam à venda anunciam o spinner como um dispositivo “perfeito para a ansiedade, a concentração, o déficit de atenção, o autismo, a hiperatividade, o estresse ou até mesmo para perder maus hábitos”. Descrição que os especialistas que consultamos não consideram digna de crédito.

“Para poder considerar um produto como terapêutico é preciso de quatro a cinco anos de investigação prévia. Por ora, não há nenhum estudo ou informe que endosse as propriedades curativas que alguns atribuem aos spinners”, diz Álvaro Bilbao. Opinião também compartilhada pela psicóloga especializada em infância e adolescência Cristina García Van Nood: “Eu o vi pela primeira vez há um mês: agora muitos de meus pacientes têm, por isso me informei. Não há nenhum estudo científico que certifique sua eficácia como tratamento terapêutico. E pelo que tenho visto em consulta, é bem o contrário. As crianças não respondem enquanto estão brincando com eles e tenho de lhes pedir que o guardem quando estão em consulta. É totalmente contraproducente.”

Verdade: algumas escolas dos EUA o proíbem

A febre spinner començou há apena algumas semanas. Nos Estados Unidos, porém, começou no início do ano e já preocupa os educadores. São várias as escolas que proibiram seus alunos de entrar na sala de aula com esses aparelhinhos. Não é suficiente guardá-los no estojo e pegá-los durante o recreio. “As crianças na sala de aula não tiravam os olhos de seu spinner ou do spinner do colega, por isso decidimos que o melhor era proibi-los”, confessa Meredith Daly, professora de uma escola pública do Arizona.

A professora madrilenha Marta Lozano não vê inconveniente em que seus alunos brinquem com eles no recreio, desde que respeitem as normas dentro da sala de aula: “É um entretenimento inofensivo. Até eu brinco às vezes com os spinners de meus alunos no pátio. Acho que o realmente importante é pôr limites durante as horas da aula. Porque hoje são os spinners, mas amanhã será outro brinquedo novo que trouxerem, e precisam entender que não podem brincar enquanto explicamos a matéria”.

Fonte: http://brasil.elpais.com/

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